Gestão do design aplicada ao modelo atual das organizações: Agregando valor a serviços

Gestão do design aplicada ao modelo atual das organizações: Agregando valor a serviços

Autores:

Rui Roda
Ph.D. Student in Design, Politécnico di Milano
Lia Krucken
Doctorate Student in Industrial Engineer, Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo: O objetivo do artigo é apresentar ações de suporte à gestão e a difusão do design em organizações cuja atuação baseia-se na oferta de serviços. Destaca-se a atuação fundamental do designer e do decisor da organização na formação de uma cultura do design.

Gestão do design aplicada ao modelo atual das organizações: um estudo nas empresas de serviços . Ler o artigo no link : http://dspace.universia.net/bitstream/2024/130/1/p%26d2004+Roda+Krucken.pdf

NOSSOS POBRES NÚMEROS

Por Antonio Luiz Mendes de Almeida

Universidade Cândido de Almeida

       O ministro debochado e vulgar continua no posto e a senhora presidente faz de conta que não teve a sua autoridade contestada. Não sei se ela tem vontade própria, mas ao aceitar a postura de quem deveria ser subordinado, ficou evidenciado que ela se tornou docemente refém dos partidos e dos corruptos. Outros casos surgirão, novas manchetes e qual será o comportamento? Bastará gritar “eu te amo” e ficará tudo bem? Acredito que sim…

Vida que segue e vejo que há alguns números em educação que permanecem imutáveis entra ano, sai ano, sobre os quais já escrevi e, poupando os neurônios, posso repetir por continuarem atuais. Um desses indicadores é a relação professor-aluno de nossas universidades públicas. Dizem os dados que ela se situa, na média, em 8 para um, embora os casos conhecidos em que baixa a 4 para um e o funcionalismo chega a espantosos dois para um. Ora, sabemos todos que nas mais reconhecidas instituições do mundo, as de qualificação e renome indiscutíveis dos países desenvolvidos e líderes, que esta proporção se expressa em dezesseis a vinte por um. Então, malgrado a mania de sermos os únicos certos, não acredito que nossa posição seja correta e justificável. Na realidade, configura-se um assalto aos cofres públicos e a política de benesses que preside as atividades entregues à gerência governamental. A desproporção entre o parâmetro que aplicamos e os praticados universalmente representa um esbulho ao contribuinte e, pior, o desvio de verbas que poderiam ser aplicadas de melhor maneira no aperfeiçoamento da educação e também no incremento da remuneração docente. Com os recursos esquartejados, distribuídos fartamente atendendo aos pedidos, é claro que as despesas fermentam e as receitas serão sempre insuficientes para cobri-las. A questão é reconhecida, mas nada acontece, mantém-se a situação que irá se manifestar com larga gravidade no inchaço de pagamento de aposentadorias que se aproximam velozmente do mesmo montante empregado nas folhas dos ativos. Explica-se, então, a situação sempre perigosa e periclitante das instituições públicas que se ressentem, o que igualmente é de conhecimento de todos, de uma gestão eficiente. E a organização funciona, progride, avança, quando os que a comandam se tornam responsáveis pelo fracasso que possam ocasionar, respondendo com seus bens ou com o descrédito pessoal diante da sociedade. Como em nenhuma autarquia, empresa estatal, fundações, órgãos oficiais e assemelhados existe esta possibilidade de assumir os ônus do insucesso, não há, em decorrência, preocupação e necessidade de demonstrar capacidade, de criar e inovar, de apresentar boas performances: trabalhe ou não, seja bom ou mau funcionário e, no caso, bom ou mau professor, o salário será depositado no final do mês (em episódios de greve também…) e a missão se considerará cumprida. Somente o jogo de interesses e o costume dos apaniguamentos podem explicar a distorção dos nossos índices que contribuem para deterioração das universidades públicas que deveriam ser uma referência, modelos e paradigmas de atuação no terceiro grau. Sou da iniciativa privada, mas não deixo de sublinhar a importância dos estabelecimentos de ensino oficiais e do papel relevante que lhes cabe desempenhar, mas que não conseguem porque se perdem em picuinhas de corporativismo, não se reformulam, não definem padrões de administração adequada às exigências dos dias que enfrentamos. Nós que pagamos, não cobramos o retorno da eficiência e da qualidade, não vemos a contabilidade, não fiscalizamos o correto uso do dinheiro que nos é tungado nos impostos diversos e que acaba saindo pelos ralos de instituições mal organizadas, internamente perdulárias e que se julgam soberanas, sem contas a prestar à população que as suportam. Quando se intenta algo diferente, se apresenta um projeto, a resposta imediata e tola é a de que se está ferindo a intocável autonomia universitária, ciosamente resguardada ou que se quer a privatização do ensino. O engraçado é que existe a autonomia pedagógica indiscutível, mas não está interessando assumir a administrativa que os tornaria fiadores do empreendimento e obrigados a buscar outras fontes de financiamento de suas atividades que não somente esperar a liberação das verbas votadas e das quais dispõem sem riscos de serem acusados de malversação se as esbanjarem na montagem de suas “pirâmides”. Quando se fala em cobrança de mensalidades, desvia-se, repito, para o conceito de privatização quando não há ligação entre eles. A contrapartida do pagamento pelas lições recebidas se aplicaria àqueles que podem pagar e serviria como numerário para o atendimento de necessidades urgentes, além de, tenho certeza, abrir mais vagas para os carentes. A razão é cristalina: se tiver que gastar, vou escolher a que me é mais conveniente por estar perto de casa, corpo docente melhor, instalações mais adequadas e confortáveis, sem paralisações. Se for de graça, companheiro, serve qualquer coisa e não há direito a chios… Vou além e reproduzo linhas veteranas: quem estuda de graça tem o dever de devolver o que recebeu em trabalhos comunitários nos milhares de municípios espalhados pelo país. Receberia pagamento, mas estaria prestando serviços por um tempo determinado em locais desprovidos de atendimento básicos. Seria o certo, mas quem tem coragem de fazer, de afrontar os privilegiados?

Outro número me chama a atenção e também não encontra o deslinde apropriado: o percentual de repetência, dos sete aos dezessete anos. Ora, este efetivo de derrotados significa a necessidade de mais e maiores turmas, implicando, obviamente, custos mais elevados, rubricas engordadas e que poderiam ser utilizadas, friso novamente, para remuneração aumentada do professorado. É um índice impressionante que clama por solução desde que não seja a de aprovação automática que se constitui em um crime contra a educação. Penso e não escondo, repetindo o que aventei há mais de uma década, que o ensino fundamental e médio deveriam ser divididos em ciclos menores de dois anos, incrementando-se os currículos à proporção que o aluno avançasse e fossem conferidos certificados de habilitação a cada conclusão de um período bienal, ofertando-se saídas cronológicas mais rápidas e que pudessem representar possibilidades de ingressos diversos no mercado de trabalho, um atrativo palpável e motivador. Mantenho a idéia e gostaria de ver surgir outras que viessem aliviar este grande fardo que a nossa educação carrega, tornando-a sempre mais deficiente

P.S: Rabisquei semana passada sobre a concorrência predatória e mercantilizada das universidades que se tornaram sociedades anônimas com capital estrangeiro. Chegamos ao ponto de elas colocarem um grupo de moças de mini-saia e rapazes musculosos na porta das rivais, oferecendo descontos de 50% e, prancheta na mão, já fazendo a matrícula do incauto. Fora a total falta de ética, cometem afronta ao código do consumidor porque não explicam que a mensalidade reduzida é só para um período, no máximo dois, depois dos quais ela dobra e, mais, montam uma grade curricular que impede transferências posteriores. Temos de conviver com essa gangue e fica muito difícil defender a iniciativa privada.

A melhor universidade do mundo. O que eles têm que nós não temos?

A melhor universidade do mundo. O que eles têm que nós não temos?

Uma lista publicada  pela revista especializada em ensino superior The Times Higher Education Supplement classifica, todos os anos, as 200 melhores instituições de Ensino Superior em todo o mundo. Essa seleção é baseada em uma avaliação envolvendo diferentes critérios, que levam em conta a opinião acadêmica e de empregadores do mundo todo.

Nas dez primeiras posições estão seis universidades dos Estados Unidos e quatro do Reino Unido. A única brasileira a aparecer no ranking é a USP (Universidade de São Paulo), e lá embaixo, na 196 ª posição. Por pouco o Brasil não fi ca sem nenhuma representante no rol das 200 melhores.

Harvard, a instituição que ocupa o topo dessa lista, sempre foi sinônimo de universidade ideal e tem entre os que já foram seus alunos diversas personalidades de importância mundial. Entre eles, estão o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu antecessor no cargo, George W. Bush, Bill Gates (apesar de ter largado os estudos para se dedicar a Microsoft), o escritor Norman Mailer e até mesmo nomes como Robert Rey, o Dr. Hollywood da famosa série de TV sobre plásticas, que no Brasil é exibido pela Rede TV! e pela E! Entertainment Television.

A UP! foi atrás dos brasileiros que estudam ou já estudaram por lá, para saber: afi nal, o que eles vivem é mesmo distante da nossa realidade?

Entendendo o sistema de ensino estadunidense

As diferenças começam bem antes da seleção para a graduação. Já no ensino médio, o aluno pode direcionar seus estudos para as áreas que mais se interessa. “É um currículo ‘faça você mesmo’. Por exemplo, eu não sou boa em matemática, mas adoro história e línguas estrangeiras. Então, faço aulas mais fáceis de matemática e me foco nos meus pontos fortes, assim vou fazendo meu histórico para entrar na faculdade e mostrando no que sou boa”, explica Geneviève Oliveira, 16, que faz o segundo ano do ensino médio no Wasatch Academy, em Mount Pleasant, Utah.

Antes de se mudar para os Estados Unidos, um ano atrás, ela morava em Vitória, no Espírito Santo. “Decidi estudar fora porque não gostava da maneira de ensino no Brasil. Penso que é específi co demais e só te prepara para uma prova, enquanto aqui você tem opções ainda no ensino médio”.

Ao contrário do Brasil, onde os alunos são classifi cados por meio do vestibular, nos Estados Unidos a seleção depende não só de provas, mas também da vida escolar do aluno. “Tem dois testes diferentes, o SAT e ACT que são requerimentos aplicados em quase todas as faculdades nos Estados Unidos. Mas o bom das admissões aqui é que você não é só um número. Também é levado em consideração o que você pensa de você mesmo, o que seus professores, seu diretor, seu coordenador pensam de você, as suas notas desde a oitava série, como você passou seu tempo após o dia escolar, se você trabalhou, se você ajuda sua comunidade, o que você faz no verão… Tudo isso conta, e muito, na hora de entrar numa universidade estadunidense”.

Geneviève pretende continuar no país e realizar tanto a graduação quanto a pós-graduação em terras estrangeiras. “Eu não pretendo voltar ao Brasil para morar tão cedo. Com um bom diploma daqui será muito mais fácil para conseguir um emprego e, além disso, aqui a remuneração é muito maior”.

Assim como Geneviève, Adriana Tassini, 25, resolveu continuar sua vida acadêmica nos Estados Unidos. Ela é estudante de Relações Internacionais na Universidade de Harvard, a melhor do mundo segundo o ranking. A brasileira mora em Boston desde 2004, quando decidiu estudar fora do país. Harvard sempre foi um sonho para ela e como já estava por lá, Adriana resolveu correr atrás para tentar realizá-lo. “Eu sabia que iria encontrar muitas difi culdades na universidade, mas não sabia que seriam tantas. Sem dúvida alguma, Harvard ultrapassou minhas expectativas em todos os sentidos, principalmente em se tratando do nível de educação que eles oferecem aos estudantes”, conta Adriana.

Como estrangeira, além dos procedimentos básicos para admissão, Adriana teve que fazer também o Test of English as a Foreign Language (TOEFL), um teste feito para avaliar se a pessoa tem capacidade de se expressar em inglês.

Outro ponto importante que afasta as universidades do nosso país em relação às melhores do mundo é o pagamento. Não importa se a universidade é publica ou particular, o aluno terá que pagar por ela. E os preços são bem altos. “Elas custam, em média, 45 mil dólares. Há algumas mais baratas, como 25 mil dólares, mas ainda são caras comparadas a maioria das faculdades no Brasil”, calcula Geneviève.

São oferecidos, geralmente, financiamentos em que os alunos só pagam os custos do ensino superior depois de formados e também bolsas de estudos, parciais ou integrais. Maurício Carneiro, 29, é mais um brasileiro que foi para o exterior procurar um ensino de qualidade. Ele faz doutorado em Biologia Evolucionária em Harvard, mas também foi aceito em Princeton, atualmente 12ª no ranking. “Escolhi Harvard por ser a número um e por estar em uma cidade grande e interessante, comparando com Princeton que fi ca no meio do nada”. Maurício tem uma bolsa integral e recebe ajuda de custo, bancada pela universidade, de dois mil dólares por mês.

Estrutura física e humana

A carga de estudo, exercícios e leituras complementares, tanto na opinião de Adriana quanto na de Maurício, é muito maior que qualquer universidade no Brasil. “Sem contar que os professores são simplesmente os melhores do mundo. Harvard quando contrata um professor certifi ca-se de que ele seja um dos cinco melhores do mundo no assunto. Você tem aula com as pessoas que descobriram/criaram as coisas que estão ensinando e escreveram os livros e textos”, salienta Maurício.

Como as instituições de ensino recebem muito dinheiro, de mensalidades ou de doações, tudo é bem diferente da realidade da maioria das universidades brasileiras, principalmente das públicas. “Tudo que você precisa a Harvard tem, literalmente! Laboratórios com computadores, impressoras, mais de 50 bibliotecas disponíveis e outros benefícios também. Eles oferecem planos de saúde para os estudantes que não tem o seu próprio plano, dentistas, tutores para quem está tendo problemas no aprendizado ou até mesmo para quem está com dúvidas na matéria. A estrutura da faculdade é realmente excepcional, não tenho nada do que reclamar”, elogia Adriana.

Maurício, que fez sua graduação em Ciência da Computação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), cursos eletivos no instituto de biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestrado em Biologia Molecular na Fundação Oswaldo Cruz, compara: “Na necessidade de qualquer equipamento basta solicitar, pois há dinheiro para isso. Um exemplo: no laboratório onde eu estava na UFRJ havia apenas uma máquina de PCR [sequenciador de DNA]. Tínhamos que marcar horário para usar e dividir com todo o departamento. Aqui, cada laboratório tem pelo menos quatro desses”.

Os estudantes moram dentro da Universidade, nos alojamentos e, de acordo com ele, isso faz com que eles respirem estudo 24 horas por dia e tenham disponibilidade de equipamentos e recursos materiais e humanos de altíssima qualidade. “Sem falar que você está trabalhando com alunos que foram os melhores em cada uma de suas cidades de origem, e por isso estão aqui. É incomparável, e você sente a diferença no primeiro trabalho em grupo que você faz e não tem que levar os outros ‘nas costas’, como sempre acontece mesmo nas universidades top (PUC-RJ e UFRJ) do Brasil”, revela Maurício.

Para Judney Cley Cavalcante, 29, professor de anatomia humana da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pós-doutorado em Neurociências pela Beth Israel Deaconess Medical Center – Harvard Medical School, a principal diferença entre as nossas e as melhores universidades do mundo é a forma como ciência e tecnologia são tratadas pelo governo e pelo povo. “Lá é prioridade, questão de desenvolvimento humano, social e nacional. Aqui é luxo, coisa para poucos e ainda muito distante da população em geral”.

E a melhor do Brasil?

Ricardo Tavares Macedo, 23, estudante de bacharelado em Física, diz que escolheu a Universidade de São Paulo pela qualidade e por já morar na cidade.

Apesar de enchê-la de elogios quando questionado, ele também reconhece que a Universidade enfrenta problemas. “A USP é realmente incrível, você pode passar dias sem precisar sair de lá de tão completa que ela é. Porém, a condição dos prédios das unidades varia muito. Em lugares onde há interesse privado ou governamental, tudo funciona muito bem. O ambiente é bonito, os banheiros estão impecáveis, algumas salas têm até ar-condicionado! Mas nas outras, os prédios precisam de manutenções sérias. Existem infi ltrações, alagamentos, o que você imaginar”.

Os laboratórios didáticos, de acordo com o estudante, são bem equipados. “Os aparelhos não são sempre de última geração, mas usa-se bem, é incomum acontecer algum problema. Os laboratórios de pesquisa funcionam de outra forma, já que eles são financiados por órgãos de incentivo à pesquisa, como a Fapesp e CNPq. Então a situação deles varia muito com a relação que possuem com esses órgãos. Em alguns, há bastante dinheiro, noutros nem tanto”.

Para ele, o que falta mesmo é didática de ensino para muitos professores. “Sem dúvida alguma, eles entendem muito do que falam. Mas a maioria é pesquisador cujo prazer mesmo é ficar no laboratório”.

E se nem tudo são flores na brasileira melhor classificada no ranking, dá para ter ideia de como são as outras universidades espalhadas pelo Brasil…

AS MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO, DE ACORDO COM O RANKING PUBLICADO PELO THE TIMES HIGHER EDUCATION SUPPLEMENT EM 2008:

  • 1 – Harvard University – EUA
  • 2 – Yale University – EUA
  • 3 – University of Cambridge – Reino Unido
  • 4 – University of Oxford – Reino Unido
  • 5 – California Institute of Technology – EUA
  • 6 – Imperial College London – Reino Unido
  • 7 – University College London – Reino Unido
  • 8 – University of Chicago – EUA
  • 9 – Massachusetts Institute of Technology – EUA
  • 10 -Columbia University – EUA
  • 10 -Columbia University – EUA
  • 11 – University of Pennsylvania – EUA
  • 12 – Princeton University – EUA
  • 13 – Duke University – EUA
  • 14 – Johns Hopkins University – EUA
  • 15 – Cornell University – EUA
  • 16 – Australian National University – Austrália
  • 17 – Stanford University – EUA
  • 18 – University of Michigan – EUA
  • 19 – University of Tokyo – Japão
  • 20 – McGill University – Canadá
  • 21 – Carnegie Mellon University – EUA
  • 22 – King’s College London – Reino Unido
  • 23 – University of Edinburgh – Reino Unido
  • 24 – ETH Zurich – Suíça
  • 25 – Kyoto University – Japão
(Texto publicado originalmente na edição 18# da Revista Up! Também está disponível no endereço http://www.revistaup.com/s_edicoes.php?ed=18&mat=18_melhor_universidade.php)

Chegou a hora: vamos arrumar a casa?

Por Maria Carmem Tavares Christóvam e Flávio Tófani,

No mundo dos negócios sucesso depende mais de proatividade do que QI. Segundo um especial da Revista Veja publicado em 1997, todos os grandes prêmios Nobel de Física nos últimos 25 anos foram atribuídos à líderes de grandes laboratórios , que conseguiu reunir a excelência intelectual à capacidade de coordenar esforços, planejar, estimular talentos, lidar com vaidades e frustrações.

No meio empresarial nem sempre observamos a mesma tendência. Capacitação do quadro de gestão e formulação de estratégias decisivas para o negócio são estanques e pensadas apenas quando as instituições se deparam com os problemas. Exemplo disso é que ao olhar para um futuro muito próximo,o planejamento organizacional dos próximos três anos , percebe-se que apenas algumas empresas possuem um norte organizacional. Já pensaram em suas campanhas publicitárias para atrair novos clientes, programas de formação e capacitação de gestores, planejamento de carreiras entre outros. Há algum tempo, estas estratégias de alinhamento do negócio aconteciam apenas esporadicamente, mas hoje são programas permanentes.

Num seminário, a alguns anos atrás, ouvi um palestrante constatar que nos anos 80, e até certo ponto até os anos finais do século XX, para as empresas, o futuro era amanhã. Reinavam soberanas com poucos competidores no mercado e não havia razão para planejamento. Havia todo o tempo do mundo para: pensar, planejar, errar e consertar. Só que, hoje, o futuro foi ontem. E é justamente aqui que reside o drama dos retardatários, sejam eles países, políticas, instituições ou indivíduos: ontem carentes de visão, hoje impotentes de ação.

O mais interessante de tudo isso é acreditar que só com a propaganda e o investimento em promoções do nome da empresa é possível atrair clientes. Lógico que a marca tem que ser evidenciada e lembrada sempre, mas o que determina a atratividade de novos entrantes é o fato dos clientes reais (aqueles que já fazem negócios com a empresa) validarem a sua competência.

Não basta colocar o depoimento de um cliente no material promocional (isso pode até ajudar). É preciso definir (ou redefinir) políticas de relacionamentos com os stakeholders (grupos de interesse ou influência) no dia a dia. Eles precisam enxergar valor.

E quando falamos em grupos de interesse, isso significa que é preciso melhorar as relações internas, com colaboradores, e as externas, com clientes, comunidade, sociedade em geral. Os limites de crescimento das instituições estão relacionados com sua capacidade em adequar e combinar os recurso produtivos internos, externos e buscar alternativas de negócios.

Realmente é difícil. Se analisarmos que só as relações internas já nos deixam aflitos, de tantos desafios que trazem incorporadas, imagine projetar e executar melhorias no âmbito externo.Pois bem. Então vamos sair da teoria e partir para a prática. É possível repensar o seu funcionamento interno, levando em consideração os processos que existem hoje, a motivação das pessoas, conhecer as relevâncias (para gestores, para os colaboradores e para os clientes), descobrir quais estímulos funcionam dentro da empresa e os que pareciam funcionar, entender a razão do ânimo ou desânimo de alguns stakeholders.

É o momento de descobrir o que a empresa tem realmente de atributos, de valores, para que sejam discutidos com todos (se não der para tornar a participação individual viável, pelo menos que se crie um grupo com representantes legítimos de todas as áreas). A isso tudo chamamos alinhamento interno: trata de descobrir as lacunas existentes nos relacionamentos internos, educar as pessoas para os valores organizacionais, fazendo com que elas os manifestem em seus comportamentos e ações.

Importante notar que toda instituição ganha destaque no processo de crescimento por sua competência em identificar as oportunidades e potencialidades. Versatilidade dos serviços, mobilização dos recursos, uso da criatividade e inovação no negócio, determinação para obtenção de resultados tangíveis entre outros fatores.

É evidente que todos esses levantamentos não devem ser conduzidos pelos gestores, mas por esse grupo legitimado, escolhido (e não eleito) pelos seus próprios pares, equipes ecléticas, contendo pessoas com pensamentos diferentes, mas que sejam sensibilizadas para a importância desse processo na sobrevivência da marca. A partir desse ajuste haverá mais efetividade na conquista de novos mercados, em novos investimentos externos, pois a empresa poderá trabalhar com mais coerência e prometer o que efetivamente consegue entregar.

Daí surge-se a seguinte constatação: a hora de arrumar a casa não é somente às vésperas de cada lançamento de produto ou serviço, mas é uma ação permanente.

Flávio Tófani é Comunicador, Especialista em Marketing e Mestre em Gestão de Negócios. É coordenador e professor de cursos de Pós-graduação, palestrante e consultor de empresas.

Maria Carmem Tavares Christóvam é Mestre em Gestão da Inovação, Especialista em Recursos Humanos, Diretora da Gênesis Consultoria Educacional. Colunista desse Portal. Atuou como Diretora em várias empresas.

BLOG: http://ces3.wordpress.com/

SITE: http://www.genesisedu.com.br

A Geração Baby Boomers

BABY BOOMERS, X e Y

A Geração Baby Boomers

No Ocidente, após a Segunda Guerra Mundial, por interesses da Antropologia e da Sociologia, estudiosos denominaram de Baby Boomers, a primeira e expressiva geração social do sistema capitalista que se formou após os intensos conflitos multicontinentais de Forças Armadas que perturbaram o cotidiano das pessoas.

Pertencente ao mundo capitalista, essa geração foi atingida pelos projetos políticos e econômicos, tanto liberais, quanto assistencialistas, e pela nova cultura conceituada de American Dream – conjunto complexo de valores sociais de acordo com o padrão capitalista industrial e pós-industrial de se viver. Diante desse modo de pensar, nos EUA, Japão, Canadá, França, Itália, Alemanha e Inglaterra, vigoraram modelos sociais do capitalismo Pós-Industrial, ou seja, com bases na tecnologia da informação. Já, nos países que estariam em desenvolvimento, ou na dependência de nações desenvolvidas, exemplos como o Brasil e demais países latino-americanos, praticaram a consolidação do capitalismo Industrial.

Nesse contexto, pelos EUA – que estavam preocupados com a expansão do socialismo sobre o Ocidente – foram elaborados planos de apoio para que países da América Latina e Europa Ocidental pudessem ser atualizados para construção de suas riquezas. Com isso, deixariam suas atividades agroexportadoras para investirem num sistema industrial. Como consequência disso, foram promovidas políticas de segurança para se viver em paz num mundo pós-guerra mundial. No meio disso tudo, sob as práticas da propriedade particular, das classes sociais e do propagado consumismo, o capitalismo lançou como novidade social o jovem.

Diante desse contexto, a geração Baby Boomers é composta por indivíduos nascidos entre 1946 e 1964.  Significativamente, são pessoas que fizeram parte de uma história social consequente de promessas de paz e harmonia que o final da Segunda Guerra apresentou, já que nesse período as conquistas dos Direitos Sociais foram muito evidentes. Disso, tivemos casamentos de jovens com idades entre 18 e 21 anos, que imediatamente tiveram seus filhos que não mais seriam preparados para as guerras e sim, para o trabalho. De acordo com os estudiosos, para cada 10 famílias, passaram a existiam em média 61 filhos, no que se conceituou de explosão de recém-nascidos, os Baby Boomers.

Daí, se foi por intenção ou por naturalidade, passamos na segunda metade do século XX, convivendo com novos elementos nas classes sociais e que foram educados e ensinados conforme os padrões de um sistema capitalista que promoveu marcante globalização de comportamento e de valores sociais. Assim, uma cultura irreverente ou novo comportamento patrocinado pelos principais representantes do capitalismo, era necessário garantir o mercado consumidor para produtos, serviços e investimentos norte-americanos e em absoluto, conter a possível penetração do socialismo nos continentes ocidentais.

E, como consequência dessa globalização cultural, tanto nas Américas, quanto na Europa, prevaleceram as imposições de comportamentos dos EUA. Com isso, os visíveis valores do American Dream sobre aqueles que seriam identificados como contestadores, ou seja, os jovens, que nesse contexto, na maioridade deixaram as casas dos pais para morarem nas recém-construídas periferias das cidades; com acesso diário aos meios de comunicação (revistas, jornais, rádios e cinemas) para conhecimento e informação da literatura Beatnik, da música Rock and Roll e das danças com casais separados; uso de camisetas de algodão e calças de índigo blue; radicais cortes e penteados de cabelos; posse de potentes automóveis, de ágeis motocicletas, vibraram com o clássico Ben-Hur e investiram em estudos superiores para terem seus títulos profissionais e não ser apenas alguém da massa social e se tornaram viciados em trabalho e datilografaram muito….

Com Mas, o mundo ocidental não foi um mar-de-rosas como podemos sentir. Frente aos interesses dos EUA na consolidação do capitalismo e suas características, em nome da geopolítica, assistiu-se dos anos 40 até os 90, a Guerra Fria: um conflito ideológico entre duas superpotências que se defrontavam por organizações econômicas, políticas e sociais: o capitalismo e o socialismo. Sob ameaças emocionais e racionais, tomaram ciência de uma disputa não declarada. Cada um dos blocos procurava expandir suas áreas de influências sobre o mundo e até do universo pelos complexos foguetes que levaram o homem à Lua.

Além do mais, entre os anos de 1953 e 1964, os EUA receberam ameaças ideológicas de países que pregavam o fim da propriedade particular e das classes sociais, como a Rússia e Cuba, e de economias de produção industrial e pós industrial, de países que ajudaram a se reestruturar, tais como Japão, Alemanha e Inglaterra e disso, sem dúvida alguma, o período de grande prosperidade, de estabilidade econômica e sem contestações expressas tinha chegado ao fim. A Pax Estadunidense havia acabado! Daí, se o ano de 1946 deu início à expansão dos nascimentos nos EUA, em 1957 o maior número de recém-nascidos, em 1964 a natalidade norte-americana entrou em declínio e com isso, o fim da Geração Baby Boomers.

Escrito por BETO MANSUR às 23h35

Sobre a Geração X e Y leia http://betomansur.zip.net/

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Parceria entre empreendedores e investidores para a criação empresas startup, alternativa aos jovens profissionais em busca de espaço no mercado de trabalho.

Inovação e apoio

Por Mônica Pileggi (Agência FAPESP ).

Trabalhar em um ambiente cheio de incertezas, em que as chances de dar certo são tão grandes quanto as de dar errado, é uma alternativa a estudantes ou recém-formados em busca de espaço no mercado de trabalho.

São as startups, empresas em fase inicial que buscam modelos de negócios que possam se mostrar produtivos e lucrativos. O assunto foi tema da primeira edição do Campinas Tech Meetup, encontro realizado no dia 7 de julho na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp).

O evento, organizado pela Innoveur e pela FM2S Aceleração de Start-ups, teve como objetivo reunir empreendedores e investidores com o objetivo de estimular a criação de novas startups.

No encontro, conhecido no meio corporativo como meetup, estiveram presentes – entre estudantes e ex-alunos da Unicamp – novos empreendedores e investidores em busca de ideias inovadoras.

De acordo com o professor Roberto de Alencar Lotufo, do Departamento de Engenharia da Computação e Automação Industrial e diretor executivo da Inova, a Agência de Inovação da Unicamp, a iniciativa de trazer o modelo de meetup do Vale do Silício, nos Estados Unidos, surgiu da ex-aluna da universidade e fundadora da Innoveur, Ana Carolina Merighe.

A proposta desse tipo de encontro é criar um ambiente informal para facilitar a networking (rede de contatos) e a aquisição de sócios investidores pelos jovens empreendedores. “Iniciativas como essa servem para que a nova geração de profissionais desenvolva sua veia empreendedora”, disse Lotufo à Agência FAPESP.

Programado para ser realizado na FEEC-Unicamp a cada dois meses, em cada edição com um tema específico, o Campinas Tech Meetup se divide em duas partes. A primeira é dedicada a palestras sobre empreendedorismo em startups.

Na segunda parte são realizados os pitches, termo utilizado para as apresentações curtas (de cerca de 3 minutos) de negócios feitas pelos novos empreendedores aos investidores “anjos” – empresários com experiência em startups, ampla rede de contatos e capacidade de investimentos em empresas nascentes inovadoras.

Embora o público do encontro seja composto por estudantes e ex-alunos da área de engenharia e computação, Lotufo explicou que esse tipo de empreendimento não é exclusividade do universo digital, onde são comuns. Os setores atendidos pelas startups vão do agronegócio ao financeiro, da biotecnologia à pesquisa em diversas áreas.

Mais informações: www.meetup.com/CampinasTech-Meetup

Piratas do Vale do Silício – Inovação, coerência e consistência.

 

O filme Piratas do Vale do Silício aborda o espírito criativo e empreendedor nas personalidades de Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, entre outros. A região é considerada ainda hoje um celeiro de boas idéias.

A história da Apple, cujo DNA se sustenta pelo arrojado design, pela velocidade de inovação em processos, serviços e produtos é uma das representações em que jovens visionários conseguem desenvolver soluções e produtos inovadores impactando sistemas econômicos e produtivos.

Para Shumpeter, economista e grande teórico da inovação do século IXX, a desrupção criativa se dá através dos empresários que estão sempre em busca de aprimoramento do negócio.

Importante notar que há uma forte relação entre inovação e educação. Se fizermos a correlação entre os anos de escolaridade e o número de patentes (um dos indicadores de inovação) entre os diferentes países, vamos verificar que quanto maior o nível de escolaridade, maior é o indicador de inovação. Isso ocorre por inúmeras razões, uma das quais é que um maior nível de escolaridade (e de melhor qualidade educacional) cria um ambiente mais propício à inovação, principalmente em setores tecnologicamente mais avançados.

Existem alguns aspectos do sistema educacional que podem favorecer o processo criativo, de modo a levar ao surgimento de novas idéias e, por conseguinte, a uma possibilidade maior de inovação.    Educação Superior no Brasil é commodities. Vendem-se currículos e práticas metodológicas padronizadas, copiadas de outras Instituições, ou de alguma Universidade do exterior. Evidenciam alguns detalhes como apelo mercadológico e não há criticidade por parte do cliente para avaliar os resultados.

Se verificarmos, a guerra das baixas mensalidades faz com que a maioria das Instituições trate a relação entre ensino e aprendizagem nos patamares falaciosos da instrução e treinamento (que se faz com professores sem engajamento, projetos pedagógicos estanques e com instalações e recursos apenas satisfatórios, se tanto).  O resultado dessa prática gera interações inconsistentes do aluno com o mercado através de diplomas que não conseguem refletir densidades didático-pedagógicas.

Importante não confundir os conceitos: criatividade, invenção e inovação. Entre esses aspectos posso citar o fortalecimento de um processo de  ensino criativo que incentive o empreendedorismo e o desenvolvimento de projetos interdisciplinares.

Reconhecer estes conceitos e relações, trabalhar junto com o mercado de modo a possibilitar uma sinergia de ações carece de uma formação totalmente diferenciada.

Junto aos órgãos governamentais pode-se buscar a associação com o MEC/MCT no sentido de incentivar uma maior aproximação entre as universidades e as empresas, normalmente, por meio dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) – ampliando o sentido de NIT dado pela Lei de Inovação.

Para as empresas que atuam com educação corporativa, com a reorganização do site Educor (www.educor.mdic.gov.br), pode-se associar dispêndios em qualificação de pessoal à criação de ambiente para a inovação (tanto em produto, quanto em processos).

Uma experiência recente foi à criação de uma metodologia híbrida de problematização criada para a Graduação e Pós Graduação da Panamericana – Faculdade de Arte e Design  http://www.escola-panamericana.com.br/faculdade/

Há especialmente um curso de Pós Graduação em Criação, Inovação e Liderança criativa voltado par aprimorar a performance profissional que possibilite estudar inovação como motor da competitividade, mas também do desenvolvimento sustentado.

Por ser a educação um setor econômico que em alguns países movimenta até 15% do PIB, empresários, comunidade civil e órgãos governamentais deveriam estar mais atentos para pesquisas que realmente buscam aprimorar o desenvolvimento humano e organizacional e criar indicadores de avaliação que aproximem teoria e prática nas universidades

 

Profª Maria Carmem Tavares Christóvam

Diretora da Gênesis Consultoria Educacional

http://www.genesisedu.com.br

 

Ensino Superior Particular

O Blog da Educação Superior Particular Brasileira foi criado a partir do III Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular realizado no período de 15 a 17 de abril de 2010 em Florianópolis.

O tema central do evento foi discutir sobre a participação do setor privado na construção do Plano Decenal de Educação 2011/2020. Os presentes tiveram uma visão privilegiada dos problemas de Regulação, Supervisão e Avaliação do Ensino Superior Particular, pois puderam beber de muitas fontes e valorar a manifestação do discurso de cada um dos presentes.

Nos Congressos é preciso lançar novos pontos de vista que vão além do censo comum, o que fez brilhantemente vários dos palestrantes convidados para os três Congressos já ocorridos, com temas pertinentes a um mercado que representa hoje aproximadamente 75% do Ensino Superior Brasileiro.

O Fórum que elaborou a Carta de Florianópolis (pode ser lida na íntegra no site da ABMES –http://www.abmes.org) tem se configurado como agente importantíssimo, cujo propósito é de descontruir o discurso que se dá sutilmente dentro dos bastidores do MEC, na construção de políticas públicas que excluem a iniciativa privada das reflexões mais importantes pelas quais as mesmas são avaliadas.

No momento em que vários parceiros como a Linha Direta, TOTVS, ABMES, SEMESP, ANUP, ANACEU e ABRAFI mobilizam centenas de mantenedores da iniciativa privada, tirando-os da posição de coadjuvantes para serem protagonistas das reflexões contemporâneas ganhamos força nesse cenário. A partir desse blog sugerimos a cada mantenedor, gestor, docente, pesquisador e demais colaboradores a postagem de suas reflexões, denúncias, descontentamentos que nos servirá de base para aprimoramento de nossas ações.
Desejando a todos o êxito que pretendo alcançar, despeço-me.

Profa. Maria Carmem Tavares Christóvam é Diretora da Gênesis Consultoria Educacional –http://www.genesisedu.com.br
Consultora para o Ensino Superior da Linha Direta desde 1997 – Organizadora dos Congressos da Educação Superior Particular Brasileira – http://www.linhadireta.com.br

Administradora do Fórum Acadêmico da ABMES

BLOG: http://ces3.wordpress.com

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Um resumo crítico sobre o artigo “Da gestão do conhecimento à gestão da ignorância: uma visão co-evolucionária.” de Flávio Vasconcelos. Publicado na Revista RAE - Revista de Administração de Empresas. V.41, n.4, out./dez. 2011, p.98-102.

O texto sugere um olhar peculiar e provocativo sobre as práticas e concepções disseminadas e operacionalizadas no contexto das organizações, ao evidenciar uma visão de gestão do conhecimento que considere a gestão da ignorância. Nesse sentido a variável ignorância, e por que não dizer incerteza do indivíduo está diretamente relacionado com as especificidades dos processos de aquisição, apropriação e re(construção) de novos conhecimentos no indivíduo organizacional. O texto suscita que para compreender as práticas de gestão do conhecimento em sua amplitude e complexidade é necessário re(conhecer) as especificidades que influenciam o processo de aquisição e produção de novos conhecimento, para tal sugere também a “gestão da ignorância”. No entanto, o autor não explicita claramente e nem indica concretamente aportes teóricos, conceituais e metodológicos para operacionalizar e incluir as práticas de gestão da ignorância nos processos de gestão do conhecimento organizacional. Na intenção de melhor compreender as especificidades que envolvem a gestão da ignorância nas organizações, acho oportuno tecer algumas considerações em torno da importância da gestão dos fluxos de informação para garantia da eficácia da gestão do conhecimento nas organizações. Desse modo defendo que para compreender as especificidades e variáveis que envolvem os processos de gestão do conhecimento é necessário fazer uma imersão conceitual e contextualizada da tríade: ignorância, informação e conhecimento na perspectiva da gestão do conhecimento individual e organizacional. Vale ressaltar que a implementação da gestão do conhecimento como processo estratégico competitivo e de inovação só ocorrerá com sucesso caso for percebido, apreendido e compreendido as variáveis que envolvem o que vem a ser “a gestão da ignorância”, imprimindo assim um olhar mais amplo em detrimento das concepções de gestão do conhecimento validado atualmente. Para tecer sobre gestão da ignorância é necessário que a informação e conhecimento sejam reconhecidos e úteis para gerir os processos decisórios e de inovação, faz-se necessário que o indivíduo e as organizações compreendam as especificidades que envolvem os processos de busca, apropriação, (re)interpretação de novos conhecimentos. Para tanto é necessário (re)conhecer as especificidades da tríade: tríade: dados, informação e conhecimento. Considerando a visão do autor, é oportuno afirmar que a gestão do conhecimento só terá completitude organizacional, caso haja no contexto organizacional uma cultura institucionalizada. Em outras palavras é primordial a institucionalização da gestão do conhecimento tácito e explícito, gestão de dados e da informação, gestão de competências de pessoal, gestão de competência informacional e gestão do planejamento estratégico de informação e do conhecimento, isso implica dispor-se de aportes que sejam capazes de gerir variáveis dinâmicas e complexas que envolvem o contexto interno e externo da organização. Em face ao enunciado acima, constata-se que para gerir recursos de informação e conhecimento, é imprescindível a compreensão integrada dessa tríade, suas características, especificidades e principalmente sua aplicabilidade para subsidiar á tomada de decisões. Pelas características enumeradas acima se pode afirmar que os recursos dados, informação e conhecimento suscitam a necessidade de ambientes contextualizados e eficazes para provocar compreensão e apreensão de suas especificidades. Nesse sentido é primordial delinear aportes e mecanismos para gerir os processos e atividades de produção, disseminação e uso de dados, informação e conhecimento como recursos para fomentar os processos decisórios. Vale destacar que do ponto de vista da gestão vista de gestão é muito mais fácil capturar, comunicar e armazenar dados, essa facilidade já não acontece com a gestão da informação e muito menos com o conhecimento. Isso porque “a conversão da informação em conhecimento é um ato individual, requer análise e a compreensão, requerem, por sua vez, o conhecimento prévio dos códigos de representação dos dados e dos conceitos transmitidos num processo de comunicação. Na minha visão para compreender as especificidades que envolvem a gestão da ignorância é necessário entender as especificidades que envolvem a recepção e a cognição como processos intrínsecos e subjacentes ao ato de perceber, reconhecer e apropriar-se da informação e de conhecimentos, ou seja, é necessário que cada indivíduo (re)conheça os códigos significantes e significados para compreender e assimilar o sentido da informação, para em seguida transformá-la em conhecimento individual. Uma outra, questão que o texto suscita é a influência dos fatores cognitivos, emocionais e situacionais no comportamento de informacional do indivíduo diante da resolução de um problema. Pois, cada indivíduo possui um “estado anômalo do conhecimento”, momento em que o individuo constata uma deficiência diante de um contexto e em determinado momento. O que motiva o comportamento de busca de novos conhecimentos é a incerteza do individuo diante de um problema. Ao se apropriar de um repertório de informações que corrijam essa anomalia, incerteza ou dúvida, ele constrói um novo estado de conhecimento a ser aplicado em determinada situação-problema, provocando desse modo uma modificação nas estruturas cognitivas. Do meu ponto de vista, para compreender as especificidades que envolvem a “gestão da ignorância” é necessário entender como cada indivíduo se comporta diante do processo de busca de informação. Outro aspecto muito complexo no processo de aquisição de conhecimentos relaciona-se diretamente com os fatores emocionais, pois eles influenciam o processo de busca de busca da informação, levando indivíduo a escolher determinadas tipologias informacionais em detrimento de outras. Pode-se afirmar que esse processo é individualizado e subjetivo, pois o indivíduo canaliza as suas estratégias de formulação de problemas e possíveis respostas a partir de seu repertório individual, destacando a sua opinião, gosto ou aversão. Numa perspectiva construtivista, pode-se afirmar que a “incerteza” e porque não dizer a “ignorância” é que inicia o processo de busca de novos conhecimentos. Nessa etapa o individuo pode sentir-se muitas vezes ansioso, confuso e duvidoso diante de seu problema. Diante de um “estado de ignorância e incerteza” para um “estado de conhecimento” o indivíduo inicia o processo pela necessidade de informação para uma postura ativa de resolução de problema. Para avançar essa fase, é necessário, que ele empreenda estratégias para escolhas e seleção, sendo o critério de escolhas influenciado diretamente por fatores ambientais, a sua experiência e repertório, interesses, capacidade de avaliar e validar informação e dados (competência informacional), estratégias de formulação de problemas, perguntas e respostas. Vale ressaltar que a concepção de gestão do conhecimento defendida pela área da administração muitas vezes ignorou as especificidades que envolvem todo ciclo da gestão da informação, principalmente as questões que envolvem os processos humanos e cognitivos (apreensão e compreensão da informação e do conhecimento), gerando desse modo uma compreensão muito redutora de uma questão muito complexa. Por fim, a gestão do conhecimento e da ignorância organizacional somente ocorrerá com sucesso em organizações onde os indivíduos organizacionais possuem capacitação e habilidades para obter informações, produzir, externalizar, adquirir, internalizar e socializar conhecimentos, gerando desse modo na organização uma cultura de criatividade inovadora através da aprendizagem organizacional contínua e capacidade de re(interpretar) bases de informação para a criação de novos produtos, serviços, tecnologias e métodos, boas práticas por meio de visão compartilhada. VASCONCELOS, Flávio. Da gestão do conhecimento à gestão da ignorância: uma visão co-evolucionária. São Paulo: RAE Revista de Administração de Empresas. V.41, n.4, out./dez. 2011, p.98-102. O texto sugere um olhar peculiar e provocativo sobre as práticas e concepções disseminadas e operacionalizadas no contexto das organizações, ao evidenciar uma visão de gestão do conhecimento que considere a gestão da ignorância. Nesse sentido a variável ignorância, e por que não dizer incerteza do indivíduo está diretamente relacionado com as especificidades dos processos de aquisição, apropriação e re(construção) de novos conhecimentos no indivíduo organizacional. O texto suscita que para compreender as práticas de gestão do conhecimento em sua amplitude e complexidade é necessário re(conhecer) as especificidades que influenciam o processo de aquisição e produção de novos conhecimento, para tal sugere também a “gestão da ignorância”. No entanto, o autor não explicita claramente e nem indica concretamente aportes teóricos, conceituais e metodológicos para operacionalizar e incluir as práticas de gestão da ignorância nos processos de gestão do conhecimento organizacional. Na intenção de melhor compreender as especificidades que envolvem a gestão da ignorância nas organizações, acho oportuno tecer algumas considerações em torno da importância da gestão dos fluxos de informação para garantia da eficácia da gestão do conhecimento nas organizações. Desse modo defendo que para compreender as especificidades e variáveis que envolvem os processos de gestão do conhecimento é necessário fazer uma imersão conceitual e contextualizada da tríade: ignorância, informação e conhecimento na perspectiva da gestão do conhecimento individual e organizacional. Vale ressaltar que a implementação da gestão do conhecimento como processo estratégico competitivo e de inovação só ocorrerá com sucesso caso for percebido, apreendido e compreendido as variáveis que envolvem o que vem a ser “a gestão da ignorância”, imprimindo assim um olhar mais amplo em detrimento das concepções de gestão do conhecimento validado atualmente. Para tecer sobre gestão da ignorância é necessário que a informação e conhecimento sejam reconhecidos e úteis para gerir os processos decisórios e de inovação, faz-se necessário que o indivíduo e as organizações compreendam as especificidades que envolvem os processos de busca, apropriação, (re)interpretação de novos conhecimentos. Para tanto é necessário (re)conhecer as especificidades da tríade: tríade: dados, informação e conhecimento. Considerando a visão do autor, é oportuno afirmar que a gestão do conhecimento só terá completitude organizacional, caso haja no contexto organizacional uma cultura institucionalizada. Em outras palavras é primordial a institucionalização da gestão do conhecimento tácito e explícito, gestão de dados e da informação, gestão de competências de pessoal, gestão de competência informacional e gestão do planejamento estratégico de informação e do conhecimento, isso implica dispor-se de aportes que sejam capazes de gerir variáveis dinâmicas e complexas que envolvem o contexto interno e externo da organização. Em face ao enunciado acima, constata-se que para gerir recursos de informação e conhecimento, é imprescindível a compreensão integrada dessa tríade, suas características, especificidades e principalmente sua aplicabilidade para subsidiar á tomada de decisões. Pelas características enumeradas acima se pode afirmar que os recursos dados, informação e conhecimento suscitam a necessidade de ambientes contextualizados e eficazes para provocar compreensão e apreensão de suas especificidades. Nesse sentido é primordial delinear aportes e mecanismos para gerir os processos e atividades de produção, disseminação e uso de dados, informação e conhecimento como recursos para fomentar os processos decisórios. Vale destacar que do ponto de vista da gestão vista de gestão é muito mais fácil capturar, comunicar e armazenar dados, essa facilidade já não acontece com a gestão da informação e muito menos com o conhecimento. Isso porque “a conversão da informação em conhecimento é um ato individual, requer análise e a compreensão, requerem, por sua vez, o conhecimento prévio dos códigos de representação dos dados e dos conceitos transmitidos num processo de comunicação. Na minha visão para compreender as especificidades que envolvem a gestão da ignorância é necessário entender as especificidades que envolvem a recepção e a cognição como processos intrínsecos e subjacentes ao ato de perceber, reconhecer e apropriar-se da informação e de conhecimentos, ou seja, é necessário que cada indivíduo (re)conheça os códigos significantes e significados para compreender e assimilar o sentido da informação, para em seguida transformá-la em conhecimento individual. Uma outra, questão que o texto suscita é a influência dos fatores cognitivos, emocionais e situacionais no comportamento de informacional do indivíduo diante da resolução de um problema. Pois, cada indivíduo possui um “estado anômalo do conhecimento”, momento em que o individuo constata uma deficiência diante de um contexto e em determinado momento. O que motiva o comportamento de busca de novos conhecimentos é a incerteza do individuo diante de um problema. Ao se apropriar de um repertório de informações que corrijam essa anomalia, incerteza ou dúvida, ele constrói um novo estado de conhecimento a ser aplicado em determinada situação-problema, provocando desse modo uma modificação nas estruturas cognitivas. Do meu ponto de vista, para compreender as especificidades que envolvem a “gestão da ignorância” é necessário entender como cada indivíduo se comporta diante do processo de busca de informação. Outro aspecto muito complexo no processo de aquisição de conhecimentos relaciona-se diretamente com os fatores emocionais, pois eles influenciam o processo de busca de busca da informação, levando indivíduo a escolher determinadas tipologias informacionais em detrimento de outras. Pode-se afirmar que esse processo é individualizado e subjetivo, pois o indivíduo canaliza as suas estratégias de formulação de problemas e possíveis respostas a partir de seu repertório individual, destacando a sua opinião, gosto ou aversão. Numa perspectiva construtivista, pode-se afirmar que a “incerteza” e porque não dizer a “ignorância” é que inicia o processo de busca de novos conhecimentos. Nessa etapa o individuo pode sentir-se muitas vezes ansioso, confuso e duvidoso diante de seu problema. Diante de um “estado de ignorância e incerteza” para um “estado de conhecimento” o indivíduo inicia o processo pela necessidade de informação para uma postura ativa de resolução de problema. Para avançar essa fase, é necessário, que ele empreenda estratégias para escolhas e seleção, sendo o critério de escolhas influenciado diretamente por fatores ambientais, a sua experiência e repertório, interesses, capacidade de avaliar e validar informação e dados (competência informacional), estratégias de formulação de problemas, perguntas e respostas. Vale ressaltar que a concepção de gestão do conhecimento defendida pela área da administração muitas vezes ignorou as especificidades que envolvem todo ciclo da gestão da informação, principalmente as questões que envolvem os processos humanos e cognitivos (apreensão e compreensão da informação e do conhecimento), gerando desse modo uma compreensão muito redutora de uma questão muito complexa. Por fim, a gestão do conhecimento e da ignorância organizacional somente ocorrerá com sucesso em organizações onde os indivíduos organizacionais possuem capacitação e habilidades para obter informações, produzir, externalizar, adquirir, internalizar e socializar conhecimentos, gerando desse modo na organização uma cultura de criatividade inovadora através da aprendizagem organizacional contínua e capacidade de re(interpretar) bases de informação para a criação de novos produtos, serviços, tecnologias e métodos, boas práticas por meio de visão compartilhada.

Crise de valores na educação.

Numa análise da crise na educação brasileira, sobretudo no ensino superior, em que se busca uma reforma do próprio sistema, é possível pensar que o verdadeiro foco da reforma não é nada menos do que a recuperação da educação ocidental. Douglas Wilson, autor do clássico Recovering the Lost Tools of learning, aponta a urgência no resgate de valores e virtudes, que possam ser considerados universais para a formação do caráter do homem, para além do mero desenvolvimento de habilidades e assimilação de conteúdos. Para Debiasi, Educar, cada vez mais se define como a arte do transmitir, juntamente com os bons conhecimentos, a razão e o sentido do viver. Nesta perspectiva não se foca apenas nos aspectos cognitivos. Conhecimento e vida se entrelaçam, se definem e se completam. Na leitura que se faz do homem do nosso século, registramos as inúmeras conquistas e a multiplicidade do conhecimento em todos os campos da atuação humana, contudo carente de visão e de valores verdadeiros, se torna impotente em sua ação de transformação. Nesta perspectiva, ou seja, propiciando ao homem a formação de um caráter firme é que a educação se tornará o caminho para um desenvolvimento sustentável. Jamais será o resultado apenas do acúmulo de conhecimentos por mais amplos e completos que estes sejam, como simplesmente não acontecerá pela presença de decretos e de sistemas educativos, ou nem apenas será fruto de posses e do bem estar social para todos. Em primeiro lugar é preciso haver transformação no coração das pessoas, para depois se tornar realidade no meio em que vivemos, no sistema educacional, na Pátria e no mundo.

Continuação do artigo:

http://www.genesisedu.com.br/artigos/A%20RECUPERA%C3%87%C3%83O%20DA%20EDUCA%C3%87%C3%83O%20OCIDENTAL-%20ABRUC.PDF

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