“SPIN-OFF” ACADÊMICO: CRIANDO RIQUEZAS A PARTIR DE CONHECIMENTO E PESQUISA

O QUE É UMA EMPRESA “SPIN-OFF” ACADÊMICO?

Segundo a definição de Scott Shane um “spin-off” acadêmico (SOA) é uma empresa criada para explorar uma propriedade intelectual gerada a partir de um trabalho de pesquisa desenvolvido em uma instituição acadêmica. Embora várias definições para SOA possam ser encontradas na literatura técnica algumas características importantes são: empresas que se originam em Universidades;empresas que irão explorar inovações tecnológicas, patentes e, também, o conhecimento acumulado por indivíduos durante atividades acadêmicas; empresas que são independentes das Universidade mãe e que têm fins lucrativos; empresas fundadas por pelo menos um membro da Universidade (professor, estudante ou funcionário).

Alguns autores não fazem este tipo de restrição, podendo um “spin-off” ser fundado por pessoas sem qualquer relação com a Universidade. No entanto, empresas que são criadas por funcionários ou ex-funcionários de instituições acadêmicas, mas que não comercializam o conhecimento ou a propriedade intelectual gerada nestas instituições, não são consideradas um “spin-off” acadêmico. SOA tem sido utilizado não só para denominar a empresa criada, como também o processo de criação desta empresa.

“SPIN-OFF” ACADÊMICOS, EMPREENDEDORISMO E DESENVOLVIMENTO

Empreendedorismo é o motor e o combustível da inovação. Não existem dúvidas, atualmente, de que o empreendedorismo, a inovação tecnológica e a comercialização de pesquisa são fenômenos intrinsecamente ligados e vitais para criação e manutenção da riqueza de um país. Pesquisadores de Universidades, sejam professores ou alunos de pós-graduação, são atores únicos no processo de inovação pelo conhecimento tácito tecnológico (“know how”) acumulado que possuem. Por isso, têm grande potencial para criarem produtos ou processos inovadores que são de grande importância para os desenvolvimentos tecnológico, econômico e social de um país.Os “Spin-off” popularizaram-se com o surgimento do Vale do Silício e da Rota 128 nos em tornos de universidades de prestígio, como Standford e MIT. Desta forma, os SOAs têm sido parte da realidade de universidades americanas por décadas. Por outro lado,o fenômeno de SOA na Europa e especialmente no Brasil está ainda na infância. Embora os primeiros SOAs tenham aparecido na Europa na década de 70, muitas autoridades acadêmicas foram indiferentes ou mesmo contra o seu desenvolvimento.Assim, para a criação de SOA, além dos pesquisadores e idéias de produtos ou processos, é fundamental uma cultura empreendedora na Universidade que dê suporte à iniciativa do pesquisador empreendedor. A comunidade acadêmica deve se conscientizar de que o empreendedorismo tecnológico e o processo de capitalização do conhecimento, via criação de empresas de base tecnológica a partir de resultados de pesquisa, são alternativas muito positivas para a Universidade, a cidade, o estado e o país.

O QUE AS UNIVERSIDADES E A SOCIEDADE GANHAM COM A CRIAÇÃO DE EMPRESAS “SPIN-OFF”?

A criação de uma empresa SOA vai ocorrer como resultado de um processo que tem a Universidade como base. Sem a Universidade, com toda infra-estrutura e recursos, a criação deste tipo de empresa não seria possível. Assim, mecanismos para garantir um retorno das riquezas geradas com o processo de criação de SOA ou licenciamento de tecnologias para as Universidades são de grande importância. Nas Universidades são atores fundamentais os pesquisadores e estudantes, que executam as duas funções clássicas: a educação/formação de recursos humanos (RH) e o desenvolvimento da ciência e tecnologia (C&T). A partir destes atores são desenvolvidas tecnologias e criadas empresas. Com a criação de empresas de base tecnológica ou licenciamento de patentes, as Universidades têm retorno financeiro direto na forma de royalties pagos pelas licenças das patentes; investimentos em P&D para desenvolvimento dos produtos/processos e bolsas para estudantes envolvidos nos projetos, etc. Além do retorno financeiro, as Universidades têm também um retorno intangível na forma de prestígio junto à sociedade e às agências de fomento, que têm valorizado fortemente este tipo de iniciativa nos últimos anos. A sociedade também se beneficia diretamente com a criação destas empresas, através da geração de divisas, empregos e tecnologias que levam ao desenvolvimento tecnológico, econômico e social. Estes novos elementos que estão sendo inseridos na realidade da Universidade, tais como proteção intelectual, licenciamento de tecnologias e criação de SOAs, fazem parte de um processo chamado “capitalização do conhecimento”, que tem causado uma “segunda revolução” na Universidade. Nesta revolução, além do ensino e da pesquisa, o desenvolvimento social e econômico é incorporado como parte da missão da Universidade, que tem sido chamada de “Universidade Empreendedora”.

Fonte – Artigo da autoria de :

Maria H. Araújo e Rochel M. Lago*
Departamento de Química, ICEx, Universidade Federal de Minas Gerais, CP 702, 31270-901 Belo Horizonte – MG
Luiz C. A. Oliveira
Departamento de Química, Universidade Federal de Lavras, 372000-000 Lavras – MG
Paulo R. M. Cabral
Instituto Inovação, Rua Cláudio Manuel, 237, 31140-100 Belo Horizonte – MG
Lin Chih Cheng
Departamento de Engenharia de Produção Universidade Federal de Minas Gerais, 31270-901 Belo Horizonte – MG
Cândido Borges e Louis Jacques Filion
HEC, 3000 Côte Sainte-Catherine, Montréal, Quebec, H3T 2A7, Canadá

OBSERVAÇÃO DA CONSULTORA MARIA CARMEN TAVARES CHRISTÓVÃO:

Este assunto é central para o resultado das IES privadas. Inovar nas ações comerciais, na logística educacional, na gestão dos negócios educacionais é vital para o momento. O mercado continua aquecido e com processos de consolidações. Os grandes grupos precisam inovar e buscar diferenciais para concorrerem entre si. Já para as pequenas e médias instituições dependem em muito de novas ideias e do melhor aproveitamento de novas práticas.

Em breve a segunda reunião do FIESPA – Fórum de Inovação do Ensino Superior Particular.


Professora Maria Carmen Tavares Christóvão

Administradora do Fórum do Ensino Superior Particular da ABMES

Blog do Ensino Superior Particular
Tudo sobre inovação no segmento

Gênesis Consultoria Educacional

Consultora para o Ensino Superior do Projeto Linha Direta

ImagemO estudo de modelos semelhantes vem sendo desenvolvidos para Instituições de Ensino Privadas de pequeno e médio porte.

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Sobre PROINNOVARE

A PRO INNOVARE é uma empresa de consultoria e assessoria empresarial com técnicas, ferramentas, metodologia, modelos e capacidade para propiciar o desenvolvimento de instituições empreendedoras com a geração de resultados por meio da inovação. Refletimos de forma crítica e criativa, através de pesquisas e atividades práticas sobre o processo de inovação dentro das empresas. Nossas áreas de atuação estão associadas ao campo temático da inovação, direcionada ao segmento de serviços. Instituições baseadas em conhecimento, sistemas empresariais e institucionais de inovação e aprendizado, inovação em instituições educacionais e outros segmentos de serviços.

Publicado em 23/04/2012, em Inovação em Serviços Educacionais, Uncategorized e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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