Arquivo da categoria: Comunicação e Imagem do Ensino Superior Particular

Situação educacional do Brasil

Situação educacional do Brasil 

Prezados amigos, Recebi de Gabriel Carvalho, Diretor de um Instituto Federal em Minas, mas ativo na iniciativa privada. Vejam as tabelas das páginas 285 e 286. Como ele mesmo exprime: É triste! Um abraço Profa. Maria Carmem

Reflexões do Prof. Edson Franco

Reflexões do Prof. Edson Franco 

Na semana passada passei ao Prof. Edson Franco um resumo do que foi escrito por vocês neste fórum sobre a imagem do ensino Superior..Ele me enviou estas Reflexões que encaminho a vocês.GMR Gabriel amigo, Inspirado nos textos que me mandaste e que eu os li atentamente, resolvi preparar algumas reflexões, em tópicos, de tal maneira a constatar se é disto que precisamos falar (ou escrever)…. mais »

ENC: Peço ajuda aos especialistas

ENC: Peço ajuda aos especialistas   

Prezados Mais um pouco de lenha na fogueira. Uma colaboração do Marcos Facó. Superindente de Comunicação e Marketing da FGV Caro Gabriel, Longe de mim ter uma resposta para sua pergunta. Mas, acredito que possa pontuar uma questão, que julgo relevante, para trilhar um possível direcionamento na busca desse entendimento…. mais »

Sintese das discussões   

Prezados. Procurei fazer uma síntese dos problemas detectados. Estão no anexo. Há necessidade de trabalharmos mais esta questão, porque ao meu ver as propostas apresentadas precisam ser aprimoradas. Será que precisaremos falar com especialistas? Saudações. Prof. Saulo.  Abaixo integra dos problemas detectados:

PROBLEMAS DETECTADOS

 1)     Muitas queixas e mais queixas sobre o governo, sobretudo da figura do MEC.

– Mas em termos econômicos, o Educacional é um setor mais do que consolidado.

– Reflexão: o que explicaria, então, essa crise de representatividade junto ao Executivo? Uma pitada mais forte de ideologia na definição de políticas estratégicas, que seria própria da área educacional? Desconfiança pelo fato de o setor explorar economicamente uma atividade de tal natureza? Mero descaso dos representantes do MEC?

– O que transparece é uma falta de organização no modo como o setor se representa institucionalmente.

– pulverização representativa é desfavorável ao setor.

– O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular não cumpre a necessidade de aglutinação, de criação de uma força única para defender os interesses do setor privado.

– Não há união ou consenso.

 2)    Mercantilismo.

– falta de preocupação com a construção de um modelo de gestão adequado.

 3)    Design das homes das IES é primitiva e inadequada e dissonante em relação aos cursos que elas oferecem:

– falta então, comunicação verdadeira,

– a sociedade não é obrigada a reconhecer o que desconhece – falta comunicação.

 4)    Estabelecer limites nos ajustes de custos conforme a necessidade de se manter a qualidade.

 5)    Há práticas inadequadas do setor, sempre visando a redução de custos:

– falta exatidão e transparência das informações.

 6)    A incongruência dos índices criados pelo INEP com propósitos avaliativos:

– acarretam rankings que desconsideram as especificidades,

– INEP/MEC não se manifesta em função desta prática, preferindo debater estas questões no âmbito jurídico

– qualidade do ensino superior desfocada,

– FIES, o PROUNI e este auxilio do BNDES (que ainda não saiu do papel) ensejam o desenvolvimento vinculado aos aspectos da avaliação,

– os órgão reguladores deveriam contribuir para externar os índices de empregabilidade dos acadêmicos egressos das IES privadas,

– é impossível o ensino público atender a demanda de mercado, ou seja, há que se ter uma parceria ideal,

– os dados que corroboram com a eficácia do segmento privado não estão disponíveis.

MISTO DE PROBLEMAS DETECTADOS E SOLUÇÕES ENCONTRADAS

 PROBLEMA

7)    O Descrédito é acarretado pela falta de alinhamento estratégico das instituições e pela dificuldade de posicionamento das mesmas frente às necessidades do mercado.

– Gestores mal preparados frente às novas modalidades (EAD, Modulada, etc..) e novo perfil populacional.

– Qualidade baixa.

– Há excesso de oferta com demanda reprimida.

– O amadorismo impera na gestão das Instituições de Ensino Superior privadas Brasileiras.

SOLUÇÃO

– Necessidade de nova estruturação interna para que possa haver gestão dirigida (focada).

– Necessidade de Gestão eficiente fundamentada no gerenciamento equilibrado dos ativos intangíveis (conhecimento, processos, sistemas e informação) e no planejamento e controle dos recursos financeiros.

– Deverá ser em função das análises criteriosas de indicadores de mercado que as instituições terão o sucesso esperado.

– Fundamental conhecer bem sua organização, o perfil de seu público, bem como os indicadores da Educação Superior no Brasil

 PROBLEMA

8)    Avaliação:

– cerceamento do MEC impedindo crescimento,

– a questão do rankin do MEC sem qualquer conhecimento do entorno,

SOLUÇÃO

– insistente expansão das particulares enquanto as públicas estacionaram,

– necessidade de Associações locais para fortalecer a imagem,

– reflexão constante sobre Avaliação e Regulação.

 PROBLEMA

9)    Falta promoção e sustentação de imagem:

– fica subordinado as autoridades de plantão do MEC que sempre negativam e inviabilizam o ensino particular,

– IES gastam muito para o varejão de venda de cursos  porém nunca gastaram nada para valorizar seu trabalho,

SOLUÇÃO

– criar um Portal onde todas as instituições apareçam e mostrem e seus trabalhos a R$ 0,20 mês/aluno.

 PROBLEMA

10) Autonomia e Avaliação:

– o Ministério da Educação precisa urgentemente entender a importância da parceria com a representação do setor privado na formulação dos critérios de regulação, avaliação e supervisão seja através de comitês ou comissões que nos represente não apenas na formulação, mas na ação.

SOLUÇÃO

– Produção, partilha e apropriação do conhecimento – o foco na qualidade de ensino, no modelo de apropriação do conhecimento e na diversificação metodológica para aprendizagem trará a qualidade para Educação Superior Particular e não apenas a quantidade.

– Mobilização Nacional da Iniciativa Privada na Construção do Plano Decenal de Educação – devemos fazer um “mea culpa” e definirmos quanto estamos dispostos a nos unir e a lutar por espaços mais amplos para a iniciativa privada.

  SOLUÇÕES ENCONTRADAS

 11) Definir indicadores de Qualidade:

– Por: Rendimento acadêmico,

– Satisfação do aluno,

– Encaminhamento para o mercado de trabalho,

– Uso de pesquisa de reação,

– Produção científica,

– Impacto da extensão universitária nas comunidades locais.

 12) Encomendar uma pesquisa de Qualidade em um instituto idôneo para veiculação na mídia.

 13) Focar no tema credibilidade da Qualidade que a Particular oferece.

 14) Criação de comitê de auto-regulação, nos moldes do Conar. 

– Buscar ajuda de bons publicitários.

 15)     Abordar qualidade como formação para o trabalho e para a sociedade, educação continuada e permanente em extensão, lato e stricto sensu.

 16)     Apresentar um diferencial de Qualidade:

– No setor privado, o aluno tem um calendário acadêmico reconhecido e cumprido integralmente.

– Nossas instituições são regulamentadas periodicamente pelos mecanismos oficiais.

– Poderemos apresentar indicadores de qualidade por estado e por região, relacionados `a satisfação dos alunos, atendimento aos interesses e necessidades individuais, rendimento acadêmico, encaminhamento para mercado de trabalho (empregabilidade), publicações de alunos e participação em pesquisa e extensão universitária

Nas instituições privadas há Programas de Capacitação Docente que favorecem a Educação Continuada dos profissionais.

Avaliação na verdade tem a ver com o compromisso com a aprendizagem do aluno; com o quanto dominamos das percepções e interpretações de nosso alunado; como ele poderia ter sua fala incluída em nossas pesquisas

As instituições deveriam preparar relatórios, a partir de um padrão, de forma a socializar os resultados alcançados pelo Ensino Superior privado

Res: [Fórum Acadêmico] – Tema a ser discutido

Res: [FÓRUM ACADÊMICO] – TEMA A SER DISCUTIDO   

Prof. Carmem Luiza A poposta de discutirmos Qualidade em Educação será sempre bem recebida. Entretanto agora vamos nos concentrar em Imagem Publica do Ensino Privado.GMR GMR enviando do BlackBerry ________________________________ De: forum-academico@googlegroups.com Para: forum-academico@googlegroups.com… mais »

Tema a ser discutido

Tema a ser discutido

Prezados. Depois do III CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO, realizado em Florianópolis, percebemos que aproveitar um movimento de relacionamento entre os participantes, iniciado pela Profa. Maria Carmem, poderia contribuir para criar um ambiente com o propósito discutir os assuntos de Educação tratados no Congresso…. mais »



Contribuição – AMPESC

ENC: Contribuição – AMPESC

Senhores, bom dia; Sigam-me: [link] Aproveitando as considerações do Prof. Gabriel, gostaria de repassar a todos uma proposta de contribuição que sugeri para nossa Associação – AMPESC – no estado de Santa Catarina. Se tais pressupostos forem relevantes, me coloco a… mais »

REFLETINDO SOBRE QUALIDADE DE ENSINO

Prezados.

Comentei com a Profa. Maria Carmem que suas idéias sobre as questões de Ensino, apresentadas no Fórum, estavam prosperando e gerando muitas sugestões. Motivo de partirmos para uma síntese das colaborações recebidas e separarmos os diversos assuntos tratados. Desta maneira teremos : a) Temas Específicos que serão tratados por um grupo que se responsabilizará pela condução do mesmo; e b) Temas Gerais para todos os participantes. Seguindo a estrutura do Prof. Edson Franco, organizei os seguintes pontos:

1-Representatividade Institucional.

Falta-nos unidade de representação que fale pelo setor.

2-Diversidade de Instituições.

Que nos obriga a pensar no conceito de Qualidade: desejada e possível. Depois de discutido e aceito por todos, poderia ser parametrizado e servir de modelo para aqueles que se dispusessem a seguí-lo, conforme escreveu o Prof. Simon. Portanto a primeira discussão que devemos realizar é sobre o Conceito do que é Qualidade de Ensino.

3-Estabelecimento dos Critérios de Qualidade.

Após termos definido e conceituado a Qualidade, nossa preocupação deverá ser em pensar numa metodologia para estabelecer critérios e também para depois podermos nos avaliar.

4-É nesse momento que devemos pensar num Sistema de Avaliação.

Que pode ser construído e validado por nós mesmos ou pela sociedade civil.Desafio que poderá ser analisado depois de ampla discussão entre nós.

5- Ao mesmo tempo podemos dar seqüência ao que foi proposto pelo Prof. Mauricio Garcia.

Criar um Instituto de Pesquisa sobre Qualidade Acadêmica, sugerindo variáveis estatísticas que impactem na qualidade acadêmica. Este é um tema especial que pode ter andamento e, se o grupo estiver de acordo, o Prof. Mauricio gerencia.

6-Código de Conduta.

Separar o Joio do Trigo ou Conselho de Auto-Regulamentação é tema que já tiveram iniciativas tanto na ABMES como no SEMESP, e não prosperaram. Será discutido novamente.

7-Relacionamento com os Conselhos de Regulamentação Profissional e outras iniciativas com os Órgãos Reguladores que fazem parte da Agenda das Entidades Representativas.

Apesar de muito esforço pouco foi conseguido.

8-Imagem do Ensino Superior Particular.

Algumas propostas foram colocadas pelo Prof. Edson como: o Patrocínio de Estudos sobre Educação Superior; publicação de relatórios e outras questões correlatas.Vamos precisar dar continuidade com o apoio de especialistas.

Epilogo: Devemos nos concentrar em temas únicos.

O primeiro que é Geral, sobre Qualidade de Ensino. Para termos critérios precisamos ter Conceito. Afinal de contas, o que é Qualidade de Ensino?
Segundo: Assunto específico – desenvolvimento da sugestão do Prof. Mauricio Garcia.

A discussão Geral é sobre QUALIDADE DE ENSINO. Abaixo estão alguns textos recolhidos das intervenções dos colegas, que podem servir de base:

1) O que é uma boa Faculdade?

Dentre o universo de conceitos disponíveis, destaco um: boa faculdade é aquela que, superando as etapas da instrução e treinamento consegue tecer sua pedagogia em torno de um conceito de educação que garanta a legítima autonomia intelectual de seus alunos, reconhecendo e potencializando talentos.

É assim que as grandes escolas se referendam quando colocam profissionais no mercado.
Há uma marca, uma reputação que é prioritária para muitos candidatos a um diploma de 3º grau. Tal marca transcende falsas economias e projeta uma parcela de futuros universitários para a proposta de um ensino de excelência. Para tal, penso, cabe a cada faculdade focar em seus diferenciais, apostando nas variáveis do ensino, pesquisa e extensão.

2) Qualidade pode ser mensurada sim.

Precisamos somente apresentar os indicadores.

Rendimento acadêmico?

Satisfação do aluno?

Encaminhamento para o mercado de trabalho?

Uso de pesquisa de reação?

Produção científica?

Impacto da extensão universitária nas comunidades locais?

3) Essa questão, bem lá no fundo, está baseada no conceito de “qualidade” que os vários órgãos e baixos escalões do MEC têm. Para eles, qualidade é titulação, regime de trabalho de tempo integral (emprego), pequeno número de alunos nas salas (não gostam de corrigir provas por processos informatizados, que preferem os subjetivos de preferência pessoal pois detém o poder), etc. Não será fácil obter bons conceitos pelo MEC enquanto utilizarem a distribuição. Normal (curva de Gauss). Eles sabem o que querem para eles. A iniciativa privada terá ainda que livrar-se desses antigos paradigmas. Que tal começar pela não contratação daqueles com posturas extremamente publicistas ?

Obrigado

Gabriel Rodrigues

* Ler abaixo o texto:O QUE É UMA BOA FACULDADE?

Colegas

Dr. Gabriel propõe que discutamos “O que é qualidade”.

A resposta é: depende.

Ou seja, não existe uma resposta consensual. Basicamente, porque há um debate ideológico entre Esquerda e Direita que nunca permitirá um consenso:

– A Direita acha que o papel da educação é formar profissionais para o mercado de trabalho. Exemplo: Harvard forma os CEOs das principais multinacionais do mundo.

– A Esquerda acha que o papel da educação é fazer o proletariado conscientizar-se da opressão burguesa e, com isso, ser um agente de libertação. Exemplo: Sorbonne forma pensadores críticos.

Uma condena a outra.

A Esquerda chama o ensino para o mercado como tecnicista, utilitarista, mercantilista e outros “istas”.

A Direita chama o ensino crítico como socialista, corporativista, revanchista e outros “istas”.

Na visão “Direitista”, qualidade significa FIM: colocação no mercado, salário do egresso, notas nos exames, etc…

Na visão “Esquerdista”, qualidade significa MEIO: mestres e doutores, tempo integral, carga horária, etc…

A Constituição Brasileira fica no meio do caminho: Art.205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

O que queremos?

Maurício Garcia

Antes desse e-mail do Prof. Gabriel, o que se entende é que as pessoas estão se afastando da sua questão incial e assim acabam somente discursando e sem nenhuma ação prática.

Criar índices, cálculos estatísticos ou institutos pode ser apenas superficial, não atende a questão central do fórum, gasta-se energia e não se vai a raiz da questão.

Na minha opinião percebo certa ingenuidade nos idealizadores em acharem que com algumas publicações a imagem do setor irá mudar.

Temos de perguntar para os clientes e formadores de opinião o que é qualidade. O verdadeiro cliente das IES não são os alunos e sim a sociedade que é constituída de empresas, hospitais, governo, jornalistas entre outros. Para estes clientes nós formamos os alunos. A questão central é saber se entregamos alunos preparados ou não para a sociedade. Entendo que a maioria não é preparada.

A percepção da sociedade em relação as IES públicas é positiva, pois os alunos que ingressam são normalmente os melhores. O aluno já entra A e a IES só não pode atrapalhar para ele virar B. Adiciona-se a este fato as IES públicas geram conhecimentos (muito pouco quando comparado internacionalmente) e isto para a sociedade é relevante em razão de decisões a serem tomadas com base neste conhecimento. Pura percepção, pois temos excelência em IES privadas também, mas a realidade é uma ilusão e o que vale é a percepção.

É um trabalho árduo para as IES privadas (como um todo) gerarem conhecimentos e entregarem os melhores alunos preparados. O que deve se pensar é que uma parte das IES pode entregar e quando for significativa talvez a percepção mude.

É necessário conhecer o que a sociedade entende por qualidade e depois criar um plano para cada IES melhorar a sua objetivamente. O segundo passo é desenvolver um plano de comunicação para divulgarmos repetidamente estes resultados.

Criar índices e institutos pode ser um esforço muito grande e com resultado mínimo, pelo menos para as IES.

Talvez o melhor fosse fortalecer determinados cursos privados e não IES privadas. Acredito que faça mais sentido. Como pode um professor de IES pública que nunca trabalhou em uma empresa dar aulas de Administração? Não é lógico mesmo que ele seja doutor. A não ser que ele lecione uma disciplina de teoria.

Criar um instituto sem saber qual de fato é o problema é como aquela história. O homem acha um sapato na rua e decide procurar um pé para calçá-lo. Esta não é a ordem, devemos ter o pé (problema) e procurarmos a solução (sapato).

Ou seja, devemos identificar o que é qualidade para a sociedade, criarmos um plano de ação para melhorá-la objetivamente e depois, de forma estruturada, divulgarmos diariamente.

Forte abraço a todos.

Prof. Pietro