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Um bilhão, uma explosão e uma mídia brasileira que ainda engatinha.

DEEP - Wylinka

Breaking news: A SpaceX, empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk (um dos fundadores do PayPal), acaba de levantar US$ 1 bilhão com Google e Fidelity (multinacional de serviços financeiros) – e isso logo após uma semana de holofotes para a empresa de Elon Musk devido à explosão do foguete Falcon 9 após um pouso frustrado.

E qual a postura da mídia brasileira em relação à empreitada da Space X? Divulgou durante a semana manchetes envolvendo o “fracasso” da SpaceX – afirmando que “o próprio presidente publicou o erro da empresa”, como se aquilo fosse algo pejorativo e ruim. Tal abordagem reflete o perfil da mídia brasileira em relação a empreendedorismo e inovação – quer divulgar casos bonitos, maquiar os números das empresas para parecerem maiores e contar seus “casos de sucesso” como se fossem uma história de um herói impecável.

Não, a jornada do empreendedor/inovador não é fácil…

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Entre as boas ideias e os padrões pré-existentes.

As práticas em gestão empresarial tornaram-se cada vez mais científicas comprovadas por análises quantitativas, fatores necessários à sobrevivência da iniciativa privada. Análises de cenários, capacidades organizacionais e sustentabilidade são eficazmente mensuradas objetivando o menor risco de operacionalização. São ferramentas necessárias, mas muitas vezes inibem a inovação nas organizações.

A lógica implícita para uma gestão eficaz se sustenta no fato de que é necessário provar de forma analítica e, antecedente a ação, que a decisão é correta, mesmo antes de coloca-la em prática. Como temos a tendência em reproduzir modelos e padrões já testados e avaliados grande parte dos gestores, em tomadas de decisão, não pensam de forma inovadora, pois são influenciados por padrões pré-existentes.

Segundo Peirce, filósofo americano do Sec.XX, não é possível provar com antecedência se uma ideia é boa ou não. Pois, não existem fórmulas para se criar boas idéias. Esse fato gera problemas para gestores que só apostam quando possuem certeza dos resultados. Para Roger Martin Diretor Acadêmico do Instituto Martin Prosperity na Rotman School of Management da Universidade de Toronto, no Canadá e Presidente do Premier de produtividade e competitividade, esse é o maior impeditivo à inovação.

A grande ironia é que os gestores que dão a esta instrução – prová-lo antes de eu concordar em fazê-lo – acho que eles estão simplesmente sendo gerentes rigorosos. Eles têm certeza de que qualquer problema inovação não tem nada a ver com eles. Pelo contrário, é o povo que está gerenciando que não estão executando corretamente em seu programa de inovação.

Há ainda a cultura de que as melhores ideias sobre o desenvolvimento de um produto, serviço ou processo venham das lideranças e não de quem as executa. A postura em não perceber potencial na equipe ou no outro. A história está cheia de exemplos de ideias inovadoras que foram apresentadas para empresários e avaliadas como desastrosas. Depois foram operacionalizadas por seus idealizadores tornando-se casos de sucesso.

Roger Martin afirma que “para alterar esta dinâmica, os gerentes precisam distinguir entre o momento em que eles estão aprimorando e aperfeiçoando um sistema existente e quando eles estão tentando criar algo genuinamente novo”. No primeiro momento deve existir mais rigor e no segundo não. A abordagem é totalmente diferente, semelhante as que já apresentamos nesse espaço quando explanamos sobre Design Thinking em dezembro de 2013. Leitura que pode ser acessada pelo link: http://abmeseduca.com/?p=7476

Geralmente não se inicia com inovação em projetos de grande escala. A elaboração de um projeto piloto e mais exato e mensurável podendo agregar valor reconhecido em curto prazo. O ideal é que cada instituição possua um núcleo de PD&I visando acelerar a inovação com metodologias próprias ao segmento. Assim, é possível articular ações de Inovação em âmbito interno e externo, nacionalmente e internacionalmente. Em parceria com a indústria, a universidade, demais centros de pesquisa, entidades do governo etc. Esta é uma forma das instituições serem precisas e inovadoras ao mesmo tempo.

 

LUCRE COM A INOVAÇÃO

Empresas tornam-se competitivas quando criativas: inovar em serviços prestados e para enfrentar os desafios estratégicos e operacionais é sinônimo de revitalização constante na busca pela qualidade, pois a volatilidade e complexidade que caracterizam os negócios no século XXI demandam inovação. A criatividade passou a ser uma das maiores competências não apenas do indivíduo, mas, sobretudo das organizações.

Recentemente a IBM, uma das empresas mais inovadoras do mundo realizou uma pesquisa com 1.500 CEOS em 60 países diferentes. A pesquisa possuía um título interessante: a criatividade como a mais importante qualidade de uma liderança.

Ideias criativas pouco adiantam se não soubermos transformá-las em ação, ou seja, ações concretas em relação aos serviços prestados pela instituição para atender de forma mais eficaz as demandas. Nesse contexto comprometemos as boas ideias se não soubermos identificar corretamente nossas demandas. Para Artur Vilas Boas, Presidente do Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU-USP), “A escuta é quase tudo. A inovação vem da escuta, de estar aberto para ouvir demandas”. Esse é um processo que precisa ser estimulado nas instituições para que possam atender aos seus usuários e criar fidelização. Empatia e boa postura de escuta faz toda a diferença em qualquer ambiente.

Artur Vilas Boas apresenta ainda um novo e importante conceito do que seja inovação: “inovação é a criação de algo novo, que gera valor e que explora a fronteira do conhecimento, geralmente como fruto de pesquisa, de algum aprimoramento técnico-teórico”. O que demonstra que inovar está profundamente ligado a pesquisar. Soluções inovadoras e mais inteligentes não surgem ao acaso, mas é fruto de estudo sistemático em prol da criação de soluções originais. Portanto, é imprescindível que as empresas possuam programas de formação executiva capaz de fomentar ideias, clima e ambientes de inovação. Gestores devem desenvolver A habilidade de aplicar novas ideias de uma forma sistemática que alcance resultados efetivos, entre eles: aumento de receita, satisfação do usuário dos serviços, fortalecimento da marca ou outras ações inovativas de impacto. As novas idéias a serem desenvolvidas pela instituição necessitam de alinhamento estratégico com o posicionamento e identidade da instituição, ou pode servir para reposicioná-la e criar uma outra identidade com revisão da estratégia. Mas, importante que essas ideias atendam de fato a expectativa da empresa e do cliente e que haja maneiras concretas de serem testadas.

Para colocar boas ideias em prática com êxito é necessário seguir alguns princípios, pois apenas momentos de capacitação gerencial não responde de forma eficaz tendo em vista que o que não é colocado em prática geralmente se transforma apenas em informação e com o passar do tempo perde-se a informação. A motivação para inovar se dilui diante da rotina do dia a dia. Portanto é preciso trabalhar a geração de ideias fundamentada em abordagens extraídas de diversos domínios, incluindo programas de capacitação, pesquisa do consumidor, design do modelo de negócios e das estratégias emergentes. Ações que auxiliem os gestores a desenvolver uma compreensão e um profundo olhar sobre os problemas são à base do processo. Após a compreensão do problema vem à busca por soluções originais passíveis de execução e finalmente o desenvolvimento de um plano capaz de transformar ideias em ações.

O fator mais concreto de inovação para qualquer instituição é a manutenção de setores de PD&I (Pesquisa, desenvolvimento e inovação), que é um dos indicadores internacionais utilizados para comparação de países e setores em seus esforços para a geração de novos conhecimentos que subsidiam o avanço da ciência e da tecnologia, gerando desenvolvimento.  Essa ausência de cultura de inovação dentro das empresas faz com que as empresas não cresçam e o pais não se desenvolva de acordo com o potencial que possui. Infelizmente, um setor quase inexistente nas pequenas e médias empresas pelo fato de ser uma função empresarial relativamente nova, mas de grande importância pelo seu impacto nos resultados da empresa.

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Maria Carmen Tavares Christóvão
Mestre em Gestão da Inovação                                                                                                                                          Diretora da PRO INNOVARE | Assessoria e Consultoria em Gestão da Inovação |                                                      +55 31 3568.5754 | Cel: +55 31 9251.5555 | 

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QUANDO A EDUCAÇÃO SE TORNA PERIFÉRICA: POR UMA EDUCACÃO INOVADORA

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Alvo generalizado de debates é o sucesso econômico obtido por Israel citado como claro exemplo de um sistema educacional que fomenta o empreendedorismo e a inovação. Da mesma forma que, ao longo da história alguns povos têm demonstrado que é possível superar adversidades naturais, culturais, sociais, demográficas e edificar um novo modelo de sociedade. Israel ilustra com perfeição esta possibilidade. Vejam a ficha técnica:

  • Um país com menos de setenta anos;
  • Um dos menores países do mundo em dimensão territorial;
  • Durante toda sua história passou por mais conflitos de guerra que o Japão ou o Reino Unido;
  • Apenas 7,587 milhões de habitantes;
  • Escassos recursos hídricos;
  • Fustigado intensamente com conflitos pelos países fronteiriços.

Ainda assim, chegou aonde chegou. Possui hoje um número bastante expressivo de empresas científicas de tecnologia avançada no mercado de ações de tecnologia (NASDAQ). Destaca-se mundialmente em áreas importantes como segurança, biotecnologia, equipamentos médicos, tecnologia da informação e tecnologias sustentáveis.

Dan Senor e Saul Singer autores do livro Nação Empreendedora definem o país de Israel como a terra das empresas iniciantes (“startups”) e dizem que mais empreendimentos se abrem no local do que em nações estáveis e sem conflitos como Japão e Reino Unido. Também relacionam a disposição para o empreendimento e para inovação demonstrada pela indústria do país com características culturais, educacionais e filosóficas do povo de Israel. Os autores apontam que esse comportamento empreendedor pode ser adotado por empresários de todo o mundo. Isso alberga também o segmento educacional diante de um mundo cada vez mais competitivo em que o conhecimento assume papel extremamente relevante e onde há um ambiente propício para a geração e transferência de novos conhecimentos.

Ao observarmos os rankings internacionais o Brasil aparece na lanterna das posições em que se mensura o grau e a qualidade de instrução. Esse é um dos aspectos, entre muitos outros, em que se conclui que a educação não é prioridade para o país, portanto, é periférica.

Quando a educação se torna periférica deve-se buscar alternativas para imprimir características inovadoras nos espaços formais e informais de educação.  Percebe-se a necessidade de ações inovativas partindo de gestores, educadores e professores  conscientes que atuam nos espaços acadêmicos e também nos espaços informais de educação, tais como educação corporativa.

Trata-se da busca pela desconstrução de modelos arcaicos que resultam numa formação pouco competitiva e efetiva para a realidade do século XXI. Na sociedade do conhecimento o currículo ou saberes dentro dos espaços formais de educação devem estar em sintonia com as demandas globais e com a nova natureza do conhecimento que não é mais cumulativa, mas alicerçada nos desafios globais presentes e futuros. Entendendo que parra cumprir o disposto pelos órgãos de regulação as matrizes curriculares, bem como os saberes nelas organizados devem ser compostos por conhecimentos cumulativos, mas há a necessidade de buscar e incorporar novas técnicas, tecnologias, metodologias e procedimentos, tanto na área de entrega da educação, quanto na área de relacionamento com os seus pares, alunos, professores e a sociedade em geral, que possam transformar instituições de ensino em espaços para inovação que realmente colabore para o desenvolvimento de CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação).

Se há um lugar que deva albergar uma metodologia criativa e instigante, composta por uma boa dose de estímulo ao empreendedorismo e inovação esse espaço é ambiente universitário, pois é preciso considerar que na economia formal o emprego com carteira assinada está cada dia mais escasso. Como em Israel é necessário desenvolver uma cultura de empreendedorismo e inovação não apenas nos ambientes de negócios e nas universidades, mas no entorno social das instituições educacionais.

Voltando ao contexto que muitos desconhecem sobre a educação em Israel, desde a infância os judeus são levados a desenvolver o lado criativo que resultará em processos de inovação. Os parques infantis deixam à disposição das crianças materiais como sucata que estimulam a criação na experiência lúdica. É possível presenciar pais observarem seus filhos brincando com fogo, por exemplo. Mesmo representando aparente perigo os pais não interferem até o momento que possa haver uma situação de perigo eminente. Acreditam que, se a criança se queimar, não causando danos à saúde aprenderá que a queimadura é dolorosa. Não existe, portanto a cultura de superproteção, um impeditivo a experimentação, o que desde cedo inspira em suas crianças um comportamento mais aventureiro e criativo.  O ato de questionar e interrogar estão presentes desde a infância, diferentemente de outras culturas. Para o Presidente de Israel, Shimon Peres, “as pessoas preferem se lembrar a imaginar. A memória cuida de aspectos familiares; a imaginação trata do desconhecido e, por isso, pode ser assustadora”.

Nas escolas em Israel a experiência de atuar coletivamente e no enfrentamento de desafios e problemas é uma prática muito comum.  Ao término do ciclo que para nós representaria o Ensino Básico, antes de ingressarem na Faculdade, tanto os meninos quanto as meninas passam pelo serviço militar onde o exercício de tomada de decisões, liderança, criatividade e resolução de conflitos são constantes. Há a necessidade de aprenderem a lidar com inúmeras variáveis buscando a melhor solução para as operações realizadas. Por exemplo, um jovem de 20 anos tem que estar pronto para numa situação de risco pensar em poucos segundos como evacuar uma área, proteger pessoas, impedir catástrofes e mobilizar o inimigo. Portanto, são habilidades e competências adquiridas ao longo da vida que os tornam criativos e empreendedores, uma mola mestra para inovação científica e tecnológica e para o desenvolvimento econômico do país.

Outro fator que deve ser considerado na cultura de Israel é que um jovem militar que tenha alcançado êxito em uma missão é tão valorizado pela sociedade quanto um doutor em qualquer área do conhecimento. Este reconhecimento social faz com que o jovem desempenhe suas atividades militares com o máximo de competência técnica, cognitiva, emocional e comportamental. O Rabino Adrián Gottfried, Sênior da Comunidade Shalow de São Paulo observa que “a criatividade, a capacidade de inovação e o grau de prosperidade alcançados por esta nação em meio a tantos problemas é simplesmente admirável”!

A inovação educacional passa por um currículo que atenda  as reais demandas de mercado e que construa novas competências profissionais para o aluno que irá atuar num mercado cada vez mais global. Uma formação de sujeitos criativos, críticos, autônomos e empreendedores. Nesse sentido, as práticas de formação são periféricas, ou seja, não atingem o âmago das questões realmente indispensáveis para uma sólida formação tornando assim, pífios os resultados no sentido de levar o Brasil para um status de nação empreendedora através da educação. Somando-se ao fator educacional existem ainda as políticas econômicas desanimadoras com escassez de financiamento e alta carga tributária.

Os sistemas educacionais do século XXI devem adquirir novas competências apoiadas em ações inovativas para formação de profissionais capazes de responder aos desafios e demandas globais do mercado e da sociedade. Uma nação competitiva possui um modelo de educação que interage com mercado e com a gestão publica criando condições para que as empresas e organizações nele instaladas cresçam e se desenvolvam. Só assim ela deixará de ser periférica.

UFABC: limites, perspectivas e possibilidades de um modelo de ensino inovador a partir da criação do projeto da Universidade Federal do ABC.

Minha dissertação de Mestrado no Programa de Gestão da Inovação do Centro Universitário da FEI/SP.

Versao Final

O objetivo desta pesquisa é avaliar o modelo de ensino superior implantado na UFABC (Universidade Federal do ABC) como um projeto de inovação universitária, capaz de potencializar mudanças trazendo a existência reflexões sobre uma nova proposta da universidade. Através do pioneirismo e das ações inovativas da UFABC pretende-se comparar, avaliar e repensar as práticas para aprimoramento da Educação Superior Brasileira.

A IES (Instituição de Ensino Superior) foi a primeira universidade brasileira a repensar a estrutura de funcionamento e a propor uma proposta pedagógica inovadora, rompendo e revendo alguns aspectos importantes do modelo humboldtiano, cujos fundamentos preconizam a autonomia universitária e a indissociabilidade dos segmentos de ensino, pesquisa e extensão. À luz das teorias mais recentes sobre Reforma Universitária no Brasil, esta pesquisa conclui que a formação ofertada pela universidade pauta-se na constante renovação e atualização do conhecimento ao longo da carreira, bem como a solução de novas problemáticas de maneira inovadora como a extinção dos departamentos e criação de centros interdisciplinares em que docentes atuam de forma multidisciplinar. Este trabalho conclui que a principal contribuição da UFABC foi a criação de bacharelados interdisciplinares (Bis) em que o aluno entra na universidade e não em um curso específico através do processo seletivo.

Tal ingresso permite o trânsito nas carreiras sem a perda dos créditos já cursados. Posterga ainda a escolha do aluno por uma profissão, que hoje se dá de forma prematura causando desistências e evasão. Tal formação se torna indispensável para o atual mercado de trabalho, que evolui num ritmo sem precedentes e requer o preparo de profissionais com novas competências para atender às necessidades do mundo globalizado, marcado pela maior diversidade étnica, cultural, incertezas tecnológicas, econômicas e desafios socioambientais, sobretudo na área tecnológica.

Bacharelados Interdisciplinares

Um artigo me publicado no Blog de #SimonSchwartzman abordando os Bacharelados Interdisciplinares.

Bacharelados Interdisciplinares

De onde surgem as grandes inovações?

Um artigo meu sobre Inovação e Criatividade publicado no site da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior).

De onde surgem as grandes inovações

Psicologia da Criatividade

Livro de Tood Lubart disponível on line que apresenta conceitos importantes sobre a Criatividade.

Criatividade

Educação em Inovação.

excelente vídeo sobre o processo de autoconhecimento e a prática equivocada da orientação vocacional utilizada nos dias de hoje. Bom para os jovens, mas muito interessante para adultos.
ORIENTAÇÃO FILOSÓFICA.

Educação em Inovação

Veja as conclusões do III Encontro Internacional de Reitores Universia

Veja as conclusões do III Encontro Internacional de Reitores Universia.